Ontem aconteceu o debate entre Gordon Brown, Nick Clegg e David Cameron, que disputam o governo do Reino Unido. Estranhamente, foi a primeira vez na história que a TV britânica promoveu um debate reunindo os candidatos dos três maiores partidos ao posto de primeiro-ministro.
Na cobertura de hoje do The Guardian, um dado curioso: para a maioria esmagadora dos pesquisados que assistiram o debate ( 51%) Clegg, do Partido Liberal Democrata, ganhou a discussão. Brown e Cameron ficam lá atrás mais ou menos empatados. Mas 62% destes mesmos pesquisados afirmam que não irão mudar o voto em função de debates eleitorais. Já estão com a cabeça feita.
O resultado final é que Cameron continua à frente, com uma vantagem cada vez menor em relação ao atual premier Gordon Brown, enquanto a variação de Clegg foi insignificante nas intenções de voto: oscilou de 21% para 24%.
É um dado que relativiza a importância que se costuma dar a debates eleitorais. Em minha opinião, salvo algum grande desastre, como o acontecido a Lula em 1989 ou a Nixon em 1960, quem assiste a estes encontros já está com a opinião muito sedimentada e não se deixará influenciar por um desempenho brilhante de um dos contendores.Quem está em dúvida sobre quem votar, às vésperas de uma eleição ( a do Reino Unido é em maio), provavelmente é porque não se interessa mesmo pelo tema e prefere assistir outra coisa qualquer na TV.
Durante o debate britânico, o trabalhista Gordon Brown disse que a sua permanência no cargo afasta o risco do que chamou de "double deep recession" e o conservador Cameron fez um discurso a la Serra: vai mudar o que está errado e avançar no que está certo, na linha "o Reino Unido pode mais". O telespectador britânico preferiu o almofadinha Clegg, que se disse o "fresh blood" do momento.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
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