Um dos aspectos curiosos nestes segundo turno é a avaliação da grande perda que Dilma estaria tendo entre os evangélicos e os católicos conservadores. O que mais me intriga é este segundo grupo, que eu conheço bem. Os católicos conservadores nunca estiveram em outro lado nas eleições presidenciais que não fosse o de candidatos igualmente católicos e igualmente conservadores. Ou seja: jamais apoiaram Dilma.
Aliás, basta examinar alguns bairros com maior proporção de população católica praticante para se compreender o fenômeno. Ele se torna ainda mais claro se compararmos os locais com a menor proporção de praticantes.
Em 2007, a própria CNBB pagou uma pesquisa para mapear o envolvimento religioso da população, feita pelo sociológo César Romero Jacob, do Rio.
Em coberturas por ocasião da visita do Papa, anotei alguns dados, que transcrevo abaixo. Os percentuais dizem respeito à população católica praticante:
São Paulo- Cidade Tiradentes- 40,8%- Jardim Paulista-82,8%
Rio de Janeiro- Campo Grande-41,2%-Copacabana- 76,9%
Salvador- Lobato- 37,8% -Pituba- 79,3%
Belo Horizonte- Barreiro-55,5%-Savassi-83%
Fortaleza- Bairro José Walter-70,4%- Meirelles-89,5%.
Moradores de bairros aprazíveis nas grandes cidades não costumam votar em ninguém aparentado com a esquerda. Tenha ou não a candidata um vice satanista.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
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