Legal o texto abaixo, publicado originalmente no blog do cientista social Rudá Ricci, do Instituto Cultiva. Como jornalista, pude observar muito bem os pontos 1 e 2, para não falar do ponto 9. E o ritual seguido recentemente pelo Patrus Ananias para anunciar a vice de Hélio Costa, com visita à mãe em Bocaiúva e consulta prévia ao bispo aposentado, comprova os pontos 5 e 7
O decálogo do político mineiro:
1) A forma é sempre mais importante que o conteúdo. Fazer uma crítica com delicadeza ofende menos;
2) Não denunciar publicamente. Mineiro gosta de denúncia, mas desconfia de quem denuncia;
3) Política se faz no corredor. O que é público é sofrimento (velório, missa de 7º dia etc);
4) Lazer, só no Rio de Janeiro ou Espírito Santo (pode ser New York ou, no caso de ser valadarense, Boston);
5) Sempre falar da mãe, do pai ou do avô, de quem terá herdado algo;
6) A política concreta se faz por meio de “operadores da política”. O líder nunca se expõe e sempre deve aparecer como vítima, nunca como algoz;
7) Ter boa relação com a maçonaria e com a igreja católica. Na dúvida, dizer que torce para o América;
8) Partido político é um detalhe. Em Minas, todos são “amigos”, têm algum parente próximo ou vai ter;
9) Em Minas, o silêncio fala mais que a boca;
10) Nunca responder a qualquer crítica, nunca passar recibo de nada, nunca gargalhar (qual o motivo para ser tão feliz?).
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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