Aparentemente, a voz do Império ecoou ontem. Os Estados Unidos, "de la noche a la mañana", como transcreveu a matéria do "El País" que eu coloco a seguir, articulou-se com Rússia e China para barrar a iniciativa de paz de Brasil e Turquia com o Irã. Com a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, Obama irá mostrar quem é que manda no estabelecimento.
A confirmar-se este roteiro, estaremos diante de um episódio de muitos ensinamentos:
1. EUA não aceita que países intermediários tornem-se mediadores fora de suas regiões. Por isso foi necessário anular a iniciativa de Lula e Erdogan. Brasil e Turquia precisavam ser recolhidos à insignificância que os caracteriza.
2. A adesão de Rússia e China mostra que a disposição dos outros integrantes do Conselho de Segurança de abrir o leque de poder diplomático internacional é zero.
3. Lula poderá sair do episódio como voluntarista e ingênuo.
4. A corda se aperta no pescoço do Irã.
A seguir, o texto do El País. Colocaria o link, se eu soubesse fazer isso:
"Anticipándose con urgencia a lo que entiende como un intento de cortocircuitar su política exterior, Estados Unidos ha anunciado un acuerdo con las principales potencias de las Naciones Unidas, incluidas Rusia y China, para aprobar inmediatamente sanciones contra Irán. De esta manera, la Administración norteamericana quiere evitar que Irán utilice el acuerdo anunciado por Brasil y Turquía para ganar tiempo en el desarrollo de su programa nuclear.
El anuncio, hecho por la secretaria de Estado, Hillary Clinton, ante el Congreso, permite acelerar el debate en el Consejo de Seguridad de la ONU, donde ha empezado a circular el borrador de lo que será un severo paquete de medidas contras el régimen iraní. Pero, sobre todo, consigue abortar el intento de diplomacia alternativa que dos países de gran influencia entre el grupo de naciones emergentes -uno de ellos musulmán; el otro, una potencia económica-parecían poner en marcha con el sorprendente acuerdo sobre Irán.
"Hemos alcanzado un acuerdo sobre un duro borrador con la cooperación de Rusia y China", ha declarado Clinton ante un comité del Senado. "Creo que este anuncio es una respuesta convincente a los esfuerzos desarrollados en Teherán en los últimos días", ha añadido.
Aunque no lo dijo, la secretaria de Estado se refería a la reunión por sorpresa que el presidente de Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, y el primer ministro de Turquia, Recept Taryy Erdogan, mantuvieron el pasado domingo en Teherán con el presidente de Irán, Mahmud Ahmadineyad, y que concluyó con un compromiso para que este último país enviara parte de su uranio a Turquía a fin de someterlo allí al proceso de enriquecimiento.
Ese acuerdo despertó inmediatamente las sospechas de los países que integran el P5+1 (los cinco miembros permanentes del Consejo de Seguridad más Alemania), que vieron la operación como una simple maniobra política promovida por dos países con fuertes intereses económicos en Irán y con voluntad de ganar relevancia internacional. Si Irán se echó atrás del acuerdo que alcanzó en octubre con el P5+1 para enviar el uranio a Rusia, ¿qué garantías había ahora para creer en un acuerdo similar que, además, no concede ningún papel al Organismo Internacional de la Energía Atómica?
Urgencia en Washington
En Washington, el acuerdo de Teherán se interpretó inmediatamente como una argucia para evitar las sanciones, y el Departamento de Estado apretó al máximo el acelerador en una negociación que caminaba con el habitual ritmo cansino que se practica en Naciones Unidas. De la noche a la mañana, literalmente, se pasó del peligro de que el proyecto de sanciones fuese torpedeado a la discusión de un borrador entre los miembros del Consejo de Seguridad.
Esa urgencia se explica en parte, desde luego, por la amenaza cada día más evidente de que Irán construya un arma nuclear. Pero, sobre todo, por la llamativa cumbre de Teherán. "Hay una serie de preguntas sin respuestas sobre el anuncio procedente de Teherán", ha admitido Clinton.
Algunas de ellas son preguntas que afectan al predominio de la política exterior de Estados Unidos e incluso al papel de las otras grandes potencias. ¿Pueden dos países como Brasil y Turquía decidir los grandes asuntos de preocupación internacional? ¿Intentan esas naciones ser el embrión de un modelo alternativo al del Consejo de Seguridad? ¿Tienen Rusia y China también razones para preocuparse por esa posibilidad?
Si para otros esta iniciativa podía ser inquietante, para Obama, que había apostado por Lula, por el diálogo con Irán y que visitó Turquía en su primera gira internacional, este encuentro en Teherán resultaba casi grotescamente embarazoso, una bofetada a su rostro y una verdadera puñalada a su política exterior.
Cualquiera que fuera el propósito último de Brasil y Turquía, lo cierto es que Estados Unidos, Rusia y China han creído oportuno actuar con rapidez. Y, al parecer, con contundencia. Aunque el proyecto de resolución sobre las sanciones no es todavía un texto cerrado, distintas fuentes han adelantado que incluye medidas que pueden causar un daño considerable a la economía del régimen islámico y, especialmente, a su clase dirigente.
El proyecto puede incluir el boicot a todas las instituciones financieras conectadas con la Guardia Revolucionaria iraní, un cuerpo de élite que se ocupa del programa nuclear y que dirigió también la represión de las protestas populares de los meses pasados, y la inspección internacional de los barcos procedentes de puertos iraníes cargados con productos que los países vigilantes consideren sospechosos.
Irán ha sufrido sanciones otras dos veces antes y no han impedido el progreso de su programa nuclear. Quizá esta vez tampoco sirvan. Pero el régimen es más débil en esta ocasión. Las protestas abrieron una brecha entre el Gobierno y la población que un mayor aislamiento internacional podría ayudar a profundizar.
terça-feira, 18 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Escolaridade avança mais que renda
César Felício e Cristiane Agostine, de Belo Horizonte e São Paulo
Valor Econômico
03/05/2010
A escolaridade avançou mais que a renda, a fatia de eleitores mais maduros, evangélicos e urbanos cresceu e a participação das mulheres aumentou. Estas são as principais mudanças registradas em dez anos no perfil do eleitorado brasileiro.
Cotejadas, as amostragens de duas pesquisas realizadas pelo Instituto Vox Populi, em abril de 2000 e abril de 2010, revelam essas mudanças. São igualmente levadas em consideração por pesquisadores de outras instituições, como Mauro Paulino (Datafolha), Antonio Lavareda (MCI), e Alberto Almeida (Análise).
Os especialistas levam em conta estimativas de órgãos oficiais de pesquisa, como o IBGE. A Justiça Eleitoral ainda não tem o levantamento da escolaridade do eleitor deste ano porque o prazo para a mudança de domicílio eleitoral termina na quarta-feira.
Entre 2000 e 2010, o eleitor com o primário incompleto deixou de representar o maior grupo entre os votantes do país. Nas eleições deste ano, a maior fatia dos 133 milhões de aptos a votar será formada por homens e mulheres com pelo menos o ensino médio completo. Um em cada três eleitores tem esse patamar de escolaridade. Em 2000, a parcela dos que haviam completado o ensino médio era inferior à metade daqueles que não haviam concluído o ensino fundamental.
As mudanças no perfil de renda são mais sutis. A fatia da população que ganha até um salário mínimo nas amostragens do Vox Populi subiu de 10% para 18% do total, mas este indicador é bem distinto daquele de dez anos atrás. Em abril de 2000, quando o salário mínimo era de R$ 180, comprava 1,28 cestas básicas em São Paulo. Uma década depois, compra duas. Ainda assim, o sócio diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, aposta em descompasso entre o avanço em escolaridade e renda.
"Está criado um elemento de estresse, porque a ascensão social dos segmentos que passaram mais anos na escola não foi proporcional. O eleitor está consumindo mais informação, demanda mais do poder político e permanece vivendo em um meio desigual", afirma Coimbra.
Para o especialista, a possível frustração por expectativas não atingidas de elevação social se combina com maior experiência política. O eleitorado com menos de 24 anos caiu e aquele acima de 50 cresceu. "Isto significa que o eleitor médio já votou diversas vezes e está acostumado com as polarizações políticas em curso no País. É um elemento que tende a racionalizar a escolha e levar ao descarte de 'outsiders' e apostas de risco", comenta. Coimbra minimiza o maior peso evangélico no voto. "Provavelmente essas pessoas que se tornaram evangélicas ao longo da década já tinham um conjunto de convicções semelhante antes da nova opção religiosa", diz.
"Mudou a forma como o eleitor encara a eleição. O exercício do voto a cada dois anos faz com que a população apure as escolhas e a formulação do voto. Esta dinâmica faz com que o eleitor pense mais em política, esteja mais atento às ações do governo. Há uma mudança de mentalidade. O eleitor está mais crítico e mais seletivo", reforça Mauro Paulino, diretor do Datafolha. Para ele, o contingente de jovens é matizado pelo avanço de tecnologias como a internet, utilizada com mais intensidade pela população que já cresceu em ambientes digitais. "A queda do número de jovens interessados por política foi revertida e muitos retomaram a participação com a internet. A rede talvez esteja substituindo a militância das ruas", afirma.
A dúvida entre os especialistas é o que este novo perfil pode significar em termos de mudança do comportamento de voto. Há apenas um consenso: o de que não existe mais uma correlação automática entre elevados níveis de renda e escolaridade: há hoje pessoas cursando universidade e no limite da pobreza. O sociólogo Antonio Lavareda, da MCI, afirma que o maior acesso a informações pode provocar uma situação paradoxal: a de que a maior volatilidade eleitoral aconteça nas faixas mais elevadas de escolaridade.
"Há elementos para pensar que as pessoas mais suscetíveis à emoção no momento da escolha eleitoral são as que mais acesso têm à informação. Estas pessoas estão mais integradas a um ambiente que fomenta a mobilização em termos emotivos , há nestes segmentos mais ansiedade em relação ao futuro e mais incertezas. A escolha mais fria acaba sendo a da população que ficou em um nível de interesse menor durante o processo eleitoral", comenta.
Em decorrência do envelhecimento da população, aumentou a participação das mulheres no conjunto do eleitorado. Como as mulheres, em média, vivem cerca de sete anos a mais do que os homens, tendem a predominar na população de faixa etária mais elevada.
Para Lavareda, o ligeiro predomínio feminino no eleitorado é um fator estabilizante, pelo padrão de voto usual das mulheres no Brasil. "As mulheres aqui tendem a levar em consideração temas como educação, saúde e segurança, normalmente deixados em segundo plano em uma dinâmica eleitoral presidencial, ao menos em seu começo. Interessam-se pouco por questões ideológicas. Assim, retardam bastante a sua definição eleitoral", afirma. Nas eleições de 2002 e 2006, diversas pesquisas comprovaram que houve maior dificuldade de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segmento feminino, mas Lavareda nega que o fato indique uma aversão das mulheres à esquerda.
"As mulheres não necessariamente são mais conservadoras; nos Estados Unidos: se dependesse apenas dos homens, Barack Obama dificilmente teria sido eleito. Também não havia diferença de gênero no voto em favor de Fernando Henrique Cardoso nas eleições de 94 e 98. É cedo para falar de Dilma, que ainda é pouco conhecida para um segmento do eleitorado que costuma fazer uma definição tardia", diz.
É um raciocínio diametralmente oposto ao de Mauro Paulino. Para o diretor do Datafolha, as mulheres influenciam no voto familiar e costumam se antecipar às tendências de voto. " Desde 2002 percebemos nas pesquisas de opinião que as mulheres registram primeiro as tendências de mudança nas eleições. A mudança no cenário eleitoral é percebida primeiro nas mulheres e depois nos homens", comenta.
No meio político, as transformações do eleitorado não impressionam os protagonistas da disputa eleitoral. "O efeito do crescimento do eleitorado feminino e de maior idade na eleição é marginal. Não temos como saber como estes fatores se dão regionalmente, na urna", afirma o pré-candidato do DEM ao Senado no Rio de Janeiro, o ex-prefeito César Maia, em entrevista por correio eletrônico. Segundo o integrante do DEM, o efeito da maior escolaridade no processo de decisão de voto tende a ser zero. "Pesquisas realizadas há cinquenta anos nos Estados Unidos já mostraram que esse tipo de ascensão não altera o padrão eleitoral", afirma.
Valor Econômico
03/05/2010
A escolaridade avançou mais que a renda, a fatia de eleitores mais maduros, evangélicos e urbanos cresceu e a participação das mulheres aumentou. Estas são as principais mudanças registradas em dez anos no perfil do eleitorado brasileiro.
Cotejadas, as amostragens de duas pesquisas realizadas pelo Instituto Vox Populi, em abril de 2000 e abril de 2010, revelam essas mudanças. São igualmente levadas em consideração por pesquisadores de outras instituições, como Mauro Paulino (Datafolha), Antonio Lavareda (MCI), e Alberto Almeida (Análise).
Os especialistas levam em conta estimativas de órgãos oficiais de pesquisa, como o IBGE. A Justiça Eleitoral ainda não tem o levantamento da escolaridade do eleitor deste ano porque o prazo para a mudança de domicílio eleitoral termina na quarta-feira.
Entre 2000 e 2010, o eleitor com o primário incompleto deixou de representar o maior grupo entre os votantes do país. Nas eleições deste ano, a maior fatia dos 133 milhões de aptos a votar será formada por homens e mulheres com pelo menos o ensino médio completo. Um em cada três eleitores tem esse patamar de escolaridade. Em 2000, a parcela dos que haviam completado o ensino médio era inferior à metade daqueles que não haviam concluído o ensino fundamental.
As mudanças no perfil de renda são mais sutis. A fatia da população que ganha até um salário mínimo nas amostragens do Vox Populi subiu de 10% para 18% do total, mas este indicador é bem distinto daquele de dez anos atrás. Em abril de 2000, quando o salário mínimo era de R$ 180, comprava 1,28 cestas básicas em São Paulo. Uma década depois, compra duas. Ainda assim, o sócio diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, aposta em descompasso entre o avanço em escolaridade e renda.
"Está criado um elemento de estresse, porque a ascensão social dos segmentos que passaram mais anos na escola não foi proporcional. O eleitor está consumindo mais informação, demanda mais do poder político e permanece vivendo em um meio desigual", afirma Coimbra.
Para o especialista, a possível frustração por expectativas não atingidas de elevação social se combina com maior experiência política. O eleitorado com menos de 24 anos caiu e aquele acima de 50 cresceu. "Isto significa que o eleitor médio já votou diversas vezes e está acostumado com as polarizações políticas em curso no País. É um elemento que tende a racionalizar a escolha e levar ao descarte de 'outsiders' e apostas de risco", comenta. Coimbra minimiza o maior peso evangélico no voto. "Provavelmente essas pessoas que se tornaram evangélicas ao longo da década já tinham um conjunto de convicções semelhante antes da nova opção religiosa", diz.
"Mudou a forma como o eleitor encara a eleição. O exercício do voto a cada dois anos faz com que a população apure as escolhas e a formulação do voto. Esta dinâmica faz com que o eleitor pense mais em política, esteja mais atento às ações do governo. Há uma mudança de mentalidade. O eleitor está mais crítico e mais seletivo", reforça Mauro Paulino, diretor do Datafolha. Para ele, o contingente de jovens é matizado pelo avanço de tecnologias como a internet, utilizada com mais intensidade pela população que já cresceu em ambientes digitais. "A queda do número de jovens interessados por política foi revertida e muitos retomaram a participação com a internet. A rede talvez esteja substituindo a militância das ruas", afirma.
A dúvida entre os especialistas é o que este novo perfil pode significar em termos de mudança do comportamento de voto. Há apenas um consenso: o de que não existe mais uma correlação automática entre elevados níveis de renda e escolaridade: há hoje pessoas cursando universidade e no limite da pobreza. O sociólogo Antonio Lavareda, da MCI, afirma que o maior acesso a informações pode provocar uma situação paradoxal: a de que a maior volatilidade eleitoral aconteça nas faixas mais elevadas de escolaridade.
"Há elementos para pensar que as pessoas mais suscetíveis à emoção no momento da escolha eleitoral são as que mais acesso têm à informação. Estas pessoas estão mais integradas a um ambiente que fomenta a mobilização em termos emotivos , há nestes segmentos mais ansiedade em relação ao futuro e mais incertezas. A escolha mais fria acaba sendo a da população que ficou em um nível de interesse menor durante o processo eleitoral", comenta.
Em decorrência do envelhecimento da população, aumentou a participação das mulheres no conjunto do eleitorado. Como as mulheres, em média, vivem cerca de sete anos a mais do que os homens, tendem a predominar na população de faixa etária mais elevada.
Para Lavareda, o ligeiro predomínio feminino no eleitorado é um fator estabilizante, pelo padrão de voto usual das mulheres no Brasil. "As mulheres aqui tendem a levar em consideração temas como educação, saúde e segurança, normalmente deixados em segundo plano em uma dinâmica eleitoral presidencial, ao menos em seu começo. Interessam-se pouco por questões ideológicas. Assim, retardam bastante a sua definição eleitoral", afirma. Nas eleições de 2002 e 2006, diversas pesquisas comprovaram que houve maior dificuldade de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segmento feminino, mas Lavareda nega que o fato indique uma aversão das mulheres à esquerda.
"As mulheres não necessariamente são mais conservadoras; nos Estados Unidos: se dependesse apenas dos homens, Barack Obama dificilmente teria sido eleito. Também não havia diferença de gênero no voto em favor de Fernando Henrique Cardoso nas eleições de 94 e 98. É cedo para falar de Dilma, que ainda é pouco conhecida para um segmento do eleitorado que costuma fazer uma definição tardia", diz.
É um raciocínio diametralmente oposto ao de Mauro Paulino. Para o diretor do Datafolha, as mulheres influenciam no voto familiar e costumam se antecipar às tendências de voto. " Desde 2002 percebemos nas pesquisas de opinião que as mulheres registram primeiro as tendências de mudança nas eleições. A mudança no cenário eleitoral é percebida primeiro nas mulheres e depois nos homens", comenta.
No meio político, as transformações do eleitorado não impressionam os protagonistas da disputa eleitoral. "O efeito do crescimento do eleitorado feminino e de maior idade na eleição é marginal. Não temos como saber como estes fatores se dão regionalmente, na urna", afirma o pré-candidato do DEM ao Senado no Rio de Janeiro, o ex-prefeito César Maia, em entrevista por correio eletrônico. Segundo o integrante do DEM, o efeito da maior escolaridade no processo de decisão de voto tende a ser zero. "Pesquisas realizadas há cinquenta anos nos Estados Unidos já mostraram que esse tipo de ascensão não altera o padrão eleitoral", afirma.
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